QUADRINHO TAMBÉM É COISA DE ADULTO 
Depois do último Batman, Watchman talvez seja a melhor transposição de um quadrinho (ou grafic novel) para o cinema. É possível que essa afirmação seja um tanto pretensiosa (principalmente se você levar em conta que eu nem mesmo li o gibi original), mas quando eu me deparei com aquele visual impressionante (sem os exageros de 300, filme do mesmo diretor, Zack Snyder) percebi que estava diante de uma bela obra de arte. Watchman, criado por Allan Moore, é um quadrinho adulto, a trama é um bocado complexa e os personagens são bastante ambíguos (é difícil saber quem é realmente do bem ou do mal, simplesmente não há uma divisão maniqueísta, o que é ótimo). A trama se passa nos anos 80 (mas num contexto fictício, lá, por exemplo, os EUA venceram todas as guerras, inclusive a do Vietnã), um grupo de pessoas resolveu colocar uniformes e combater o crime. Essa é a questão interessante, eles não possuem poderes especiais (com exceção do Dr. Manhattan, que sofreu um acidente nuclear), são pessoas reais, com problemas reais (sexuais, inclusive). Violento na medida e questionador quando tem que ser, Watchman só peca quando o diretor quer fazer gracinha (inexperiência?), e no meio do caminho larga algumas piadinhas muito sem graça. Mas isso é pouco perto da grandiosidade do filme. Recomendado para quem gosta e para quem não gosta de filmes de super-heróis.
Escrito por Eder - eder_ceima@yahoo.com.br às 19h33
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